
Registros da pescaria de dourados, pintados e pacús que fazem da região um destino especial. Clique em qualquer foto para ampliar.


































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Falar com a pousadaToda fotografia de um dourado recém-capturado carrega uma história por trás — e quem já pescou na Argentina sabe que essas imagens costumam virar as mais compartilhadas depois de uma viagem. O brilho dourado característico da espécie, visível apenas quando o peixe já está próximo da superfície, faz com que cada foto pareça quase editada, mesmo sendo completamente natural. Não é à toa que a galeria de fotos de uma pousada de pesca na Argentina costuma ser um dos primeiros lugares que futuros hóspedes visitam antes de decidir onde reservar sua pescaria.
O recorde mundial oficial de dourado, homologado pela IGFA (International Game Fish Association), pertence a um exemplar de 25,28 kg fisgado no Rio Uruguai em 2006 — um recorde que resiste havia quase duas décadas, mesmo com a evolução dos equipamentos de pesca e o aumento expressivo do número de pescadores especializados na espécie. Estudos biológicos já documentaram exemplares ainda maiores, próximos de 34 kg e mais de 1,3 metro de comprimento, embora sem o processo formal de certificação que caracteriza um recorde esportivo reconhecido. Esses números ajudam a explicar por que uma simples fotografia de um dourado grande desperta tanto interesse entre pescadores de todo o mundo.
Na região de Corrientes, e especificamente nas águas do Rio Paraná próximas a Itatí, dourados entre 8 e 15 quilos já são considerados capturas de destaque, capazes de render a melhor foto da viagem. Peixes acima de 20 quilos, embora mais raros, aparecem com certa regularidade nos relatos de guias experientes da região — e é justamente esse potencial de encontrar um exemplar de porte excepcional que atrai pescadores para a Puerto Yacarey ano após ano. Cada temporada de pesca traz novas imagens para a galeria, registrando não apenas o tamanho dos peixes, mas também a energia dos saltos que tornam a captura do dourado um espetáculo à parte.
Fotografar um dourado corretamente também é parte da cultura de pesca responsável que a pousada segue. Como boa parte da pescaria na Argentina acontece em regime de devolução obrigatória — especialmente durante os períodos de veda que protegem a espécie contra a pesca predatória —, os guias são treinados para manusear o peixe rapidamente, mantendo-o parcialmente na água durante a foto e evitando o contato prolongado que poderia comprometer sua sobrevivência após a soltura. Esse cuidado técnico, quase invisível para quem só vê o resultado final na fotografia, é o que garante que aquele mesmo dourado — ou seus descendentes — continue disponível para a próxima geração de pescadores que visitar o Rio Paraná.
Além do dourado, a galeria da pousada também guarda registros de outras espécies importantes da pesca esportiva na região, como o pacú e o pintado, ambos disputados durante as pescarias em Itatí. Mas é o dourado, com sua coloração inconfundível e comportamento de luta intenso, que domina a maior parte das imagens — e não por acaso: poucos peixes de água doce na América do Sul proporcionam uma sequência de saltos tão fotogênica quanto essa espécie ao ser fisgada. Cada imagem da galeria funciona quase como um convite silencioso para quem ainda não veio pescar na Argentina, mostrando exatamente o que está em jogo em cada saída de barco pelo Rio Paraná.
Os bastidores dessas capturas também contam muito sobre a experiência completa de uma pescaria na Puerto Yacarey. As fotos mostram madrugadas saindo ainda no escuro, embarcações cortando a neblina do rio ao amanhecer, e a expressão de satisfação de grupos que passaram o dia inteiro testando diferentes técnicas até finalmente conseguir a captura que buscavam. Esse conjunto de imagens vai muito além do peixe em si: registra a paisagem de Corrientes, a estrutura da pousada e os momentos de descontração entre pescadores que, muitas vezes, começam a viagem como estranhos e terminam como amigos que já estão planejando a próxima pescaria juntos.
Para quem está organizando uma viagem de pesca na Argentina, vale a pena reservar um tempo para explorar a galeria completa antes de decidir a duração do pacote e a época ideal para vir. As imagens ajudam a entender melhor o potencial de pesca da região, o tamanho médio dos exemplares capturados ao longo do ano e até o tipo de paisagem que espera cada grupo hospedado em Itatí. Mais do que uma vitrine de resultados, a galeria funciona como um retrato fiel do que é, na prática, pescar dourado no Rio Paraná com a estrutura e o conhecimento local que a Puerto Yacarey oferece a cada temporada.
Vale notar também como a luz do Rio Paraná influencia diretamente a qualidade das fotografias de pescaria. Nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde — justamente os horários de maior atividade do dourado —, a luz mais suave e dourada do entardecer combina com a coloração do próprio peixe, criando imagens que parecem quase compostas propositalmente. Não é coincidência que boa parte das fotos mais impressionantes da galeria tenha sido registrada exatamente nesses horários, quando pescaria e paisagem se encontram no ponto ideal em Itatí, Corrientes.
Para os hóspedes da pousada, contribuir com novas imagens para essa galeria também se tornou parte da experiência. Muitos grupos que retornam à Puerto Yacarey em temporadas seguintes acompanham o crescimento do próprio acervo fotográfico, comparando capturas de anos diferentes e revivendo histórias de pescarias passadas no Rio Paraná. Esse tipo de registro, acumulado ao longo de temporadas de pesca na Argentina, acaba se tornando tão valioso quanto o próprio peixe fisgado — um lembrete visual de por que tantos pescadores continuam voltando para as mesmas águas de Corrientes.
Vale lembrar que o Rio Paraná é extenso, e diferentes trechos oferecem experiências de pesca bem distintas entre si. Um exemplo é a região de Esquina, em Corrientes, onde o Rio Corrientes desemboca no Rio Paraná — um ambiente de confluência com dinâmica própria, diferente da encontrada em Itatí. Quem quiser conhecer esse outro perfil de pescaria pode buscar a Pousada Hambaré, referência tradicional na região de Esquina.
Já para quem busca uma experiência de pesca ainda mais diferente — fora do Rio Paraná —, existe a opção do Rio Uruguai, na fronteira entre a Argentina e o Uruguai, próximo à Barragem de Salto Grande. É um ambiente de represa, com correnteza e comportamento de pesca distintos dos de um rio de fluxo livre como o Paraná. Nessa região fica a Pousada Bamby's Pesca, uma indicação para quem tiver interesse em conhecer esse outro tipo de pescaria na Argentina.