
Quartos confortáveis, refeições all inclusive e um ambiente pensado para grupos que passam o dia no rio e querem chegar na pousada para descansar bem.
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Consultar disponibilidadeQuem nunca pescou dourado costuma se surpreender com a quantidade de técnicas diferentes que essa espécie exige, dependendo da correnteza, da hora do dia e da época da pescaria. Na Pousada Puerto Yacarey, em Itatí, Corrientes, os guias ajustam a estratégia conforme as condições do Rio Paraná encontradas naquele dia — porque um dourado que ataca de forma agressiva pela manhã pode exigir uma abordagem completamente diferente à tarde, quando a água esquenta e o peixe se torna mais seletivo. Entender essas variações é parte do que transforma uma pescaria comum em uma pescaria de resultado.
A pesca com iscas artificiais é a mais praticada entre os hóspedes da pousada, especialmente por grupos que estão pescando dourado pela primeira vez na Argentina. Poppers, minnows e jigs de cores vivas — dourado, laranja e vermelho costumam funcionar bem nas águas do Paraná — imitam pequenos peixes em fuga e provocam o instinto de caça do dourado, que costuma atacar com um violento puxão seguido de saltos fora d'água. Essa reação é uma das razões pelas quais o dourado é considerado um dos peixes mais emocionantes de se pescar na América do Sul: raramente ele se rende sem lutar.
Para pescadores mais experientes, a pesca com mosca é uma alternativa que exige mais técnica, mas recompensa com capturas em pontos que outras modalidades não alcançam, como remansos e áreas de correnteza mais sutil. Já a pesca com isca viva costuma ser indicada em dias de água mais suja ou temperatura mais baixa, quando o dourado fica menos disposto a perseguir uma isca em movimento rápido. Os guias da pousada normalmente levam mais de uma modalidade para cada saída, justamente para adaptar a estratégia ao comportamento do peixe naquele momento específico da pescaria.
A rotina de um dia típico de pesca na Puerto Yacarey começa cedo, ainda no escuro, porque o período em que o sol nasce costuma concentrar a maior atividade de alimentação do dourado no Rio Paraná. Depois de um café da manhã reforçado, o grupo embarca com o guia rumo aos pontos estratégicos da região — barrancos, confluências e áreas de correnteza que historicamente concentram cardumes de sabalos, principal presa do dourado. A pescaria segue ao longo do dia, com paradas para almoço, e o retorno à pousada costuma acontecer no fim da tarde, quando a luz começa a cair sobre o rio.
Vale lembrar que a pesca do dourado na Argentina está sujeita a regras de conservação que os hóspedes da pousada seguem à risca. Em boa parte do ano, especialmente durante a piracema — período de reprodução em que a espécie migra rio acima —, a província de Corrientes impõe pesca com devolução obrigatória: o peixe é fisgado, fotografado e solto de volta ao Rio Paraná, sem sacrifício. Essa prática, hoje comum entre pescadores esportivos de toda a Argentina, é uma resposta direta à pressão histórica da pesca predatória sobre espécies como o dourado e o surubí, e ajuda a manter os cardumes fartos para as próximas temporadas.
Depois de um dia inteiro de pescaria, a estrutura da pousada entra em cena: banho, descanso e um jantar all inclusive são parte essencial da experiência, tanto quanto a pescaria em si. É nesse momento, à mesa, que os grupos comparam capturas, revisam fotos no celular e já começam a planejar a próxima saída para o dia seguinte. Muitos hóspedes relatam que essa combinação — pesca intensa durante o dia e conforto completo à noite — é o que diferencia uma viagem de pesca na Argentina de uma simples pescaria de fim de semana.
Equipar-se corretamente também faz diferença nos resultados. Varas de ação média a pesada, linhas multifilamento e líderes de fluorcarbono resistentes aos dentes afiados do dourado são praticamente obrigatórios — a espécie é conhecida por cortar linhas mal preparadas em questão de segundos. A pousada orienta os hóspedes sobre o equipamento ideal antes da chegada, para que ninguém perca tempo de pescaria ajustando material que poderia ter sido revisado com antecedência. Essa atenção aos detalhes, somada ao conhecimento local dos guias sobre o comportamento do dourado no Rio Paraná, é o que costuma render os melhores resultados de pesca durante a estadia em Itatí, Corrientes.
O tamanho dos dourados capturados durante a estadia varia bastante, mas não é incomum que grupos hospedados na pousada tragam para a embarcação exemplares entre 5 e 12 quilos, considerados ótimas capturas para os padrões da região. Peixes acima de 15 quilos já são tratados como destaque da viagem, e relatos de exemplares passando dos 20 quilos aparecem com certa frequência entre os pescadores mais experientes que retornam à Puerto Yacarey ano após ano. Esse potencial de captura de peixes grandes é um dos principais motivos pelos quais tantos grupos escolhem especificamente a região de Itatí, Corrientes, em vez de outros pontos de pesca na Argentina.
A escolha da época da viagem também influencia diretamente o tipo de pescaria que a pousada pode oferecer. Nos meses mais quentes, entre a primavera e o verão, o dourado costuma ficar mais ativo e agressivo, respondendo bem a iscas de superfície e proporcionando aquele espetáculo de saltos que todo pescador quer ver de perto. Já em períodos de água mais fria, a pescaria tende a exigir técnicas mais lentas e pacientes, com iscas apresentadas próximas ao fundo. Os guias da pousada acompanham de perto essas variações sazonais do Rio Paraná para orientar cada grupo sobre o que esperar antes mesmo de embarcar, ajustando expectativas e estratégia com base na experiência acumulada ao longo de temporadas inteiras de pesca na região.
Vale lembrar que o Rio Paraná é extenso, e diferentes trechos oferecem experiências de pesca bem distintas entre si. Um exemplo é a região de Esquina, em Corrientes, onde o Rio Corrientes desemboca no Rio Paraná — um ambiente de confluência com dinâmica própria, diferente da encontrada em Itatí. Quem quiser conhecer esse outro perfil de pescaria pode buscar a Pousada Hambaré, referência tradicional na região de Esquina.
Já para quem busca uma experiência de pesca ainda mais diferente — fora do Rio Paraná —, existe a opção do Rio Uruguai, na fronteira entre a Argentina e o Uruguai, próximo à Barragem de Salto Grande. É um ambiente de represa, com correnteza e comportamento de pesca distintos dos de um rio de fluxo livre como o Paraná. Nessa região fica a Pousada Bamby's Pesca, uma indicação para quem tiver interesse em conhecer esse outro tipo de pescaria na Argentina.